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5 de agosto de 2020

Cardiomiopatia Hipertrófica Felina no British Shorthair

Antes de mais nada, precisamos saber que a maior prevalência da Cardiomiopatia Hipertrófica Felina está presente nas raças Maine Coon, Persa, American Shorthair, Ragdoll, Bengal e Sphynx.  No British Shorthair esse rastreio se faz importante porque em um passado recente houve cruzamentos da raça com gatos Persas.

Etiologia

A cardiomiopatia hipertrófica felina (CMH) é uma doença cardíaca que acomete frequentemente os gatos domésticos, sendo caracterizada pelo aumento leve a severo da câmara ventricular esquerda, em conjunto com uma disfunção diastólica.

A etiologia da CMH ainda não está bem definida. Ela pode ocorrer de modo espontâneo mas, no entanto, reconhece-se a existência de um fundo genético da doença, caracterizada com padrão autossômico dominante, que geralmente está associada à algumas raças felinas. 

Sinais Clínicos

As principais alterações clínicas apresentadas pelos animais incluem, alterações do sistema respiratório inferior por conta do edema pulmonar, taquipneia, dispneia e cansaço fácil; muitas vezes a tosse pode ser confundida com êmese (vômito).

Geralmente, as manifestações agudas incluem tromboembolismo arterial sistêmico, episódios de síncope e, em alguns casos, morte súbita. Em alguns animais, os únicos sinais clínicos podem ser letargia, prostração e anorexia. 

Diagnóstico

Hoje no Brasil, o ecocardiograma é o padrão ouro para o diagnóstico da doença. Sendo que, estudos mais recentes mostram que o diagnóstico pode ser feito juntamente com a dosagem de alguns marcadores cardíacos, como NT-ProBnp e BNP

Atualmente, ainda não temos um primer específico que detecte a doença por meio do PCR para o British Shorthair. 

Dessa forma, esse diagnóstico precoce por meio de testes de PCR se faz importante para que animais com predisposição para a doença, não sejam colocados para a reprodução. Ou seja, animais saudáveis são extremamente importantes para um bom criador.

Tratamento

Cardiomiopatias não têm cura, então o que poderá ser feito, é ajudar o gato a conviver com a doença.

O tratamento tem por objetivo facilitar o enchimento ventricular, diminuir arritmias, isquemia do miocárdio e prevenir a formação de trombos.

Os medicamentos usados no tratamento são:

  • Inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA): causam vasodilatação, reduzindo a sobrecarga do coração;
  • Betabloqueadores: reduzem a frequência cardíaca em momentos com ritmo muito rápido;
  • Bloqueadores do canal de cálcio: relaxam o músculo cardíaco;
  • Diuréticos: ajuda na eliminação de líquidos

Veja também nosso artigo sobre Doença Renal Policística Felina no British Shorthair (PKD).

5 de agosto de 2020

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