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13 de agosto de 2020

Vírus da Imunodeficiência Felina – FIV no British Shorthair

Gatil British Shorthair

O vírus da imunodeficiência felina – FIV, é um vírus pouco conhecido entre os tutores de gatos, mas tão importante de se ter o conhecimento e que pode acometer o British Shorthair

O FIV, conhecido também como AISD felina, causa uma imunodepressão nos gatinhos fazendo com que eles sejam acometidos por infecções oportunistas.

A  Imunodeficiência  Viral  Felina  é  uma  doença  infecciosa  causada  pelo  FIV. O vírus foi identificado pela primeira vez no Estado da Califórnia em 1986 por Pedersen. Ele foi classificado conforme sua morfologia à família Retroviridae e gênero Lentivirus.

A atividade da enzima transcriptase reversa e os mecanismos patogênicos são  responsáveis  pelos distúrbios imunológicos nos gatos  domésticos. E esses mecanismos são semelhantes aos observados em pacientes humanos infectados pelo HIV.

Foram identificados cinco subtipos de FIV, os quais são denominados A, B, C, D, E. Sendo os subtipos A e B identificados com maior frequência.

A prevalência da doença varia geograficamente e depende de fatores de risco, como a condição de vida do animal. Sendo que em gatos de companhia se tem um menor índice de infecção.

Sinais Clínicos

A infecção causada pelo vírus da imunodeficiência felina pode ser apresentada pelas as formas: aguda, assintomática e terminal. 

  • Na fase aguda os animais podem apresentar perda de peso, anorexia, letargia, febre e linfoadenopatia generalizada;
  • Fase assintomática ou subclínica, os animais ficam aparentemente saudáveis, mas podem apresentar linfoadenopatia generalizada e estomatite;
  • Na fase terminal da doença os sinais clínicos voltam, onde os carga viral vai ser elevada, dando abertura para doenças oportunistas devido a imunossupressão.

Os achados mais comuns são gengivites, doenças do trato respiratório e do trato gastrointestinal.

Por causar imunodepressão, os animais ficam susceptíveis a infecções secundárias, fazendo com que o gato adoeça com facilidade e tenha uma difícil recuperação. 

Transmissão

O FIV é transmitido através de arranhaduras e mordeduras, geralmente ocorrendo por causa de brigas por fêmeas e território. O vírus é eliminado através do sangue ou saliva.

Durante a amamentação pode ocorrer a transferência de anticorpos da gata infectada para os filhotes. Eles podem ser infectados dependendo da quantidade de carga viral que a mãe apresenta ao longo da gravidez. Se a mãe estiver na fase aguda da doença durante a gravidez as chances de infecção dos filhotes são maiores.

Diagnóstico

Para o diagnóstico da FIV é necessário um conjunto de exames clínicos e laboratoriais. O diagnóstico não pode ser concluído apenas através de exames clínicos, pois os sinais clínicos apresentados são variados, podendo ser ou não sinais da doenças ou podendo ser de doenças oportunistas ou mesmo outros problemas que não tem relação a infecção por FIV. 

Existem diversas metodologias no mercado para detectar o FIV, mas o padrão ouro é o PCR (Reação em cadeia de polimerase). Um teste altamente sensível e específico. 

O teste de PCR consiste na identificação do vírus no linfócito T, que são identificados pela amplificação de sequências de ácidos nucleicos do vírus no sangue ou em outras células. Porém a PCR é pouco utilizado por causa dos altos custos. 

Assim como existem outras metodologias de ELISA, Imunofluorescência e testes rápidos que são aplicados como métodos de diagnósticos.

Tratamento

Não existe um tratamento totalmente eficaz no combate a FIV, e não há cura. Apesar disso, animais infectados podem viver normalmente por anos e o veterinário ainda pode optar por um tratamento de suporte para melhorar a qualidade de vida desse animal, prevenindo futuras doenças secundarias. 

Uma das formas de tratamento é a utilização de zidovudina (AZT), onde ela pode ser utilizada sozinha ou em combinação com outros fármacos. O zidovudina bloqueia a transcriptase reversa (TR) do lentivírus. O AZT quando é utilizado antes do vírus se instalar, faz com que o início da viremia seja desacelerada e melhora o sistema imunológico do gato infectado.

Por fim, também se faz necessário uma boa alimentação e um lugar com condições favoráveis para o gato viver tranquilamente longe de estresse.

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13 de agosto de 2020

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